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SÃO CARLOS/SP - Um homem morreu após um confronto armado com equipes da Força Tática da Polícia Militar na noite de quinta-feira (1º), no bairro Cidade Aracy I, em São Carlos. A ocorrência foi registrada por volta das 20h, na Avenida Vicente Laurito.

De acordo com informações da Polícia Militar, equipes do 2º Pelotão de Força Tática receberam denúncia de que um indivíduo possivelmente ligado ao grupo criminoso conhecido como “Bonde do Magrelo”, com atuação na região de Rio Claro, e que estaria evadido da Penitenciária de Porto Feliz, estaria escondido em um imóvel localizado na Rua Antônio Pratavieira.

Com a chegada das viaturas ao endereço indicado, o suspeito teria fugido para o interior da residência. Diante da situação, os policiais realizaram o cerco no local e iniciaram buscas no imóvel. Durante a ação, o indivíduo foi localizado e, segundo a corporação, efetuou disparos contra os agentes. Houve revide, e o suspeito acabou sendo atingido. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Ainda conforme a Polícia Militar, o homem possuía antecedentes criminais por roubo (artigo 157 do Código Penal), estelionato (artigo 171), furto (artigo 155) e tráfico de drogas (artigo 33 da Lei de Drogas).

Na ocorrência, foram apreendidos um revólver calibre .38, oxidado, da marca Cobra, sem numeração aparente, além de duas munições intactas e dois estojos deflagrados.

O local foi preservado para os trabalhos da perícia, e a ocorrência foi apresentada às autoridades competentes para as providências legais.

SÃO CARLOS/SP - O Banco de Sangue da Santa Casa de São Carlos está com estoque crítico e necessita, com urgência, de doações dos tipos sanguíneos O negativo e A negativo. A baixa nos estoques pode comprometer o atendimento a pacientes que dependem de transfusões, especialmente em situações de urgência e emergência.

Mesmo sendo um período de fim de ano, quando tradicionalmente há redução no número de doadores, a necessidade por sangue permanece constante. Diante desse cenário, a Santa Casa reforça o pedido de apoio da população para ajudar a manter os estoques em níveis seguros e garantir a continuidade dos atendimentos.

O Banco de Sangue estará aberto nesta sexta-feira, dia 02, das 8h às 11h45, e no sábado, dia 03, das 8h às 10h45.

Para doar, é necessário realizar agendamento prévio, apresentar documento oficial de identidade com foto e informar alguns dados pessoais no momento do atendimento. O agendamento pode ser feito pelo telefone (16) 3509-1230.

SÃO CARLOS/SP - A Maternidade Dona Francisca Cintra Silva, da Santa Casa de São Carlos, registrou o nascimento do primeiro bebê de 2026 na instituição. O pequeno Lucca Perea Pereira nasceu no dia 1º de janeiro, às 2h06, por parto normal, pesando 2.925 gramas.

A mãe, Vitória Cristina Perea, destacou o acolhimento recebido durante o atendimento na maternidade. “Fui muito bem tratada. Todos foram super educados e preocupados tanto comigo quanto com o Lucca, com um amor como se fossem da família mesmo. Só tenho a agradecer a todos”, afirmou.

O provedor da Santa Casa de São Carlos, Antonio Valério Morillas Junior, também comentou o nascimento do primeiro bebê de 2026 na instituição. “Iniciar o ano com o nascimento de uma criança na nossa maternidade é sempre um momento especial. Isso simboliza vida, esperança e reforça o compromisso da Santa Casa com um atendimento humanizado, seguro e de qualidade às mães, bebês e famílias”, afirmou.

A Santa Casa de São Carlos parabeniza a família e deseja muita saúde ao recém-nascido, destacando o trabalho integrado das equipes assistenciais que acompanham gestantes e recém-nascidos desde o pré-parto até o pós-parto, garantindo acolhimento e segurança em todas as etapas do cuidado.

SÃO CARLOS/SP - A Câmara Municipal de São Carlos divulgou o balanço das atividades legislativas de 2025, primeiro ano do biênio 2025-2026 da atual Mesa Diretora, presidida pelo vereador Lucão Fernandes (PP). Os números apontam um ano de intensa produção legislativa, amplo funcionamento do plenário e fortalecimento dos espaços de participação popular.

Ao longo de 2025, tramitaram e foram aprovados 962 projetos de lei de diferentes origens. Do total, 781 projetos foram encaminhados pelo Poder Executivo, 177 apresentados pelos vereadores e outros quatro de iniciativa da Mesa Diretora. Além disso, os parlamentares aprovaram três emendas à Lei Orgânica do Município (LOM), um projeto de resolução da Mesa Diretora e milhares de proposições voltadas à fiscalização e ao diálogo com a população.

O plenário da Casa aprovou ainda 3.787 requerimentos, 316 indicações e 458 moções, instrumentos utilizados pelos vereadores para cobrar ações do Executivo, sugerir melhorias e manifestar posicionamentos institucionais sobre temas de interesse público.

No campo das atividades parlamentares, a Câmara realizou 43 sessões ordinárias, quatro sessões extraordinárias e 27 sessões solenes no Edifício Euclides da Cunha. Também foram promovidas 25 audiências públicas, ampliando o debate sobre políticas públicas e projetos de impacto para a cidade.

A participação popular foi outro destaque do ano legislativo. Representantes de entidades e instituições como ALSCar, APEOESP, Embrapa e EDUFSCar utilizaram a Tribuna Livre em 30 ocasiões, fortalecendo o diálogo entre a sociedade civil e o Legislativo. O Projeto Visite a Câmara, voltado à educação cidadã, promoveu 27 visitas guiadas, recebendo estudantes e membros da comunidade para conhecer o funcionamento do parlamento municipal.

Em termos de organização interna, a Câmara manteve em funcionamento 12 comissões permanentes e instituiu 13 frentes parlamentares, responsáveis por discutir temas estratégicos para o desenvolvimento de São Carlos.

Segundo a Mesa Diretora, o balanço de 2025 reflete o compromisso do Legislativo são-carlense com a produção de leis, a fiscalização do Executivo e a ampliação dos espaços democráticos, marcando o início do biênio com uma atuação intensa e voltada aos interesses da população.

SÃO CARLOS/SP - O mês de dezembro marca o período com maior incidência de abandono e maus-tratos aos animais em todo o país. Diante dessa realidade, o município tem intensificado, pelo quinto ano consecutivo, as ações da campanha Dezembro Verde, com atividades de conscientização realizadas em diversos pontos da cidade, reforçando a importância do cuidado e da responsabilidade com os animais.

Estudos e levantamentos apontam que, durante o mês de dezembro, os casos de abandono de animais crescem cerca de 30%, especialmente em razão das festas de fim de ano e das viagens familiares. Com base nesses dados alarmantes, a campanha tem como principal objetivo alertar a população de que abandonar animais é crime, além de estimular práticas de guarda responsável e respeito à vida animal.

Autor do projeto de lei que instituiu o Dezembro Verde no município, o vereador Bruno Zancheta destaca que o trabalho vai além da conscientização. Em parceria com o vereador Elton Carvalho, também foram realizadas ações práticas, incluindo resgates de animais em situação de abandono e maus-tratos, garantindo acolhimento e os devidos encaminhamentos, sempre com o apoio das secretarias municipais envolvidas.

A campanha conta com a atuação integrada do poder público, fortalecendo políticas de proteção animal e promovendo ações educativas junto à população. Além da orientação, as atividades reforçam que os crimes de abandono e maus-tratos estão previstos em lei, com penas que variam de dois a cinco anos de reclusão, além de multa e proibição da guarda do animal.

Para os parlamentares, a causa animal é um dever coletivo. “Proteger os animais é responsabilidade de todos. Nosso compromisso é reduzir esses índices, ampliar a conscientização e garantir que a lei seja respeitada”, reforçam Bruno Zancheta e Elton Carvalho.

As ações do Dezembro Verde seguiram ao longo do mês e precisam persistir durante todo o ano, levando informação, orientação e apoio à população, com o objetivo de erradicar os casos de abandono e consolidar uma cultura de respeito e cuidado com os animais.

SÃO CARLOS/SP - São Carlos será novamente uma das sedes da 56ª edição da Copa São Paulo de Futebol Júnior, em janeiro de 2026. O município receberá quatro equipes: Santos Futebol Clube, Real Brasília (DF), Cacoalense (RO) e o anfitrião, o Grêmio Desportivo São-carlense. Os  jogos serão disputados no Estádio Municipal Professor Luís Augusto de Oliveira, o Luisão.

Em São Carlos a competição terá início no dia 4 de janeiro às 17h15  quando se enfrentam São-Carlense x União Cacoalense-RO, na sequência, 19h30, entram em campo  Santos x Real Brasília-DF.

Para retirar os ingressos, gratuitamente, basta o torcedor entrar previamente no site fpf.soudaliga.com.br Todos os torcedores devem estar cadastrados. Os jogos já estão disponíveis no sistema.

CADASTRO  -  O cadastro deve ser realizado no site fpf.soudaliga.com.br que, quando acessado pela primeira vez, terá a opção ‘Cadastrar’ no menu superior. Preenchidos os dados solicitados, é necessário fazer a coleta da imagem facial, cuja validação pode demorar alguns segundos.

Finalizado o cadastro, os jogos estarão disponíveis na tela inicial de acordo com seus respectivos grupos e sedes. Acessada a partida de interesse, o torcedor deverá escolher por ingressos no setor mandante ou visitante. Feita a reserva, ao acessar o seu ingresso o torcedor terá todas as informações para acesso ao jogo escolhido.

É possível reservar ingressos para até 5 pessoas por cadastro, porém todas elas precisam estar cadastradas previamente no site e incluídas na sua lista de convidados. Para tanto, acesse a área ‘Convidados’ na tela inicial e inclua o e-mail ou CPF do torcedor que receberá em seu perfil no site a notificação do convite que deverá ser aceito para obter o ingresso. A liberação dos jogos no sistema será feita rodada a rodada.

De acordo com Fernando Carvalho, secretário municipal de Esportes de São Carlos, a partir desta sexta-feira (02/01/2026), um posto de informações será montado na entrada do Luisão para ajudar os torcedores. "No posto os atendentes vão ajudar as pessoas a fazer o cadastro no site da Federação Paulista de Futebol para a retirada dos ingressos, portanto quem tiver dificuldade basta ir até o Luisão".

O secretário reforçou as regras de segurança para essa edição da Copinha. 

Entre elas, está a proibição da entrada de torcedores com camisetas de clubes brasileiros que não participam da sede, medida preventiva para evitar conflitos entre torcidas. "Será permitido apenas o uso das camisas dos times envolvidos nos jogos em São Carlos: Santos, Real Brasília, Cacoalense e Grêmio São-carlense. Além disso, haverá um espaço reservado no estádio para os torcedores do Santos Futebol Clube. Vale reforçar que as camisetas de clubes estrangeiros não entram na lista de proibições".

No acesso ao estádio serão instaladas câmeras de reconhecimento facial e catracas eletrônicas. "Em conjunto com as forças de segurança, estamos adotando medidas para garantir que todos os torcedores possam acompanhar os jogos com tranquilidade. A média de público deve ser de 5 a 6 mil pessoas por partida", ressalta o prefeito Netto Donato.

Com 128 clubes distribuídos em 32 sedes de 30 cidades, a Copa São Paulo de Futebol Júnior é o maior torneio de base do Brasil.

SÃO CARLOS/SP - A unidade do Poupatempo de São Carlos terá um cronograma especial de funcionamento durante o período de Ano-Novo. A orientação é para que os cidadãos que precisam de atendimento presencial fiquem atentos às datas e se organizem previamente, já que todos os serviços presenciais são realizados somente mediante agendamento.

Conforme o calendário divulgado, o Poupatempo não abrirá na quarta-feira (31), véspera de Ano-Novo, nem na quinta-feira (1º), feriado. O atendimento presencial será retomado na sexta-feira (2), com funcionamento normal. No sábado (3), a unidade permanecerá novamente fechada.

A partir da segunda-feira (5), o atendimento volta ao horário regular em São Carlos.

O órgão reforça que o agendamento é obrigatório, gratuito e pode ser feito pelos canais oficiais: portal www.poupatempo.sp.gov.br, aplicativo Poupatempo SP.GOV.BR, totens de autoatendimento ou pelo WhatsApp (11) 95220-2974.

Mesmo durante o período de fechamento da unidade física, os serviços digitais do Poupatempo seguem disponíveis, garantindo acesso da população a diversos atendimentos de forma online.

SÃO CARLOS/SP - A Embrapa desenvolveu três protocolos para reduzir a emissão de gases de efeito estufa (GEE) e aumentar o sequestro de carbono na produção de leite. Denominados Boas práticas para a mitigação da emissão de metano dos bovinos; Boas práticas para a redução da emissão de amônia e óxido nitroso no solo; e Boas práticas de manejo de solos para acúmulo de carbono, eles são resultado de anos de pesquisa e incidem sobre os principais processos geradores de GEE da pecuária de carne e leite, como a aplicação de fertilizantes nos solos e o uso de insumos na produção de alimentos para os animais. A iniciativa representa uma contribuição concreta para a mitigação dos impactos climáticos na agropecuária.

Os protocolos, que fazem parte de um livro publicado pela Embrapa Pecuária Sudeste (veja mais detalhes no último quadro desta matéria), vão contribuir para os objetivos de descarbonização da cadeia leiteira do País e para o atendimento da meta 13 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), de combate às mudanças climáticas.

De acordo com a pesquisadora Patrícia Perondi Anchão Oliveira, da Embrapa Pecuária Sudeste (SP), a atividade leiteira é desafiadora para o produtor. A redução das emissões é mais um fator de preocupação que pecuaristas devem considerar na tomada de decisões nas propriedades para garantir a segurança alimentar das gerações futuras, com menor impacto ambiental, e atendendo ao mercado consumidor, cada vez mais exigente.

Segundo estimativas do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), de 2024, ano base 2022, o setor agropecuário é responsável por 30,5% das emissões de GEE do Brasil. Dessas, 19% são de metano. Das emissões de metano, 97% são provenientes dos bovinos e, desse montante, 86% do rebanho de corte e 11% do rebanho leiteiro.

Os três protocolos desenvolvidos pela Embrapa estabelecem métodos e tecnologias que podem ser adotados nos sistemas de produção de leite para diminuir as emissões e aumentar o sequestro de carbono. Técnicos e produtores têm à disposição soluções para cooperar na garantia da sustentabilidade do Planeta. “A adoção de tecnologias adequadas para cada tipo de sistema é crucial para desenvolver uma pecuária mais resiliente, sustentável e responsável", destaca o chefe-geral da Embrapa Pecuária Sudeste, Alexandre Berndt.

Saiba mais detalhes sobre os três novos protocolos:

 

Boas práticas para mitigação da emissão de metano pelos animais

A demanda por produtos de origem animal tem aumentado significativamente e supera a produção. Dessa forma, é necessário aprimorar os sistemas pecuários para atender a crescente necessidade por alimentos, sem deixar de lado a sustentabilidade e o bem-estar animal.

A pesquisadora lembra que os bovinos são capazes de transformar pasto em carne e leite, produtos de elevado valor nutricional. No entanto, liberam metano pela eructação (arroto), mais de 95%, e, uma pequena parcela, na forma de flatulência.

Cientistas têm se debruçado em busca de soluções para reduzir os impactos negativos do metano. No caso da produção leiteira, as estratégias incluem melhoria dos índices produtivos e reprodutivos; diminuição de animais de reposição; seleção de animais superiores; otimização de dietas, uso de aditivos; oferta de água de qualidade; avanço no manejo dos bovinos e das pastagens; aprimoramento da sanidade animal; e, busca do bem-estar.

A pesquisadora explica que qualquer animal que, por questões sanitárias ou de estresse, paralise a produção, agrava as emissões por litro de leite, uma vez que a vaca continua emitindo metano mesmo sem produzir, por ser um processo natural dos ruminantes. A exposição às doenças aumenta a quantidade de energia e nutrientes despendidos para combatê-las, diminuindo a disponibilidade deles para produção. Assim, manter bovinos saudáveis reduz a quantidade de metano produzido por quilo de leite.

Outro fator é a especialização genética. Em pastagens de alta qualidade, verificou-se diferença na produção de metano em função das raças, de 18,4 e 25,3 gramas por litro (g/L) de leite em holandesas puras e girolandas, respectivamente. Ou seja, as vacas holandesas, com maior produção, distribuem melhor a carga de metano pelo leite produzido.

Melhores índices zootécnicos também influenciam na emissão, e podem ser alcançados com práticas nutricionais, sanitárias e reprodutivas. Segundo o chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Pecuária Sudeste, André Novo, animais saudáveis de alta produtividade colaboram para a redução do impacto do setor sobre as mudanças climáticas. Ele afirma que um rebanho equilibrado é composto por 70% de vacas e 30% de fêmeas jovens. Do total de vacas adultas, em média, 83% devem estar em lactação. Quanto mais bovinos lactantes, maior a produtividade total em litros de leite por ano, resultando em maior eficiência e menor emissão.

Para mostrar a importância dos índices zootécnicos nas emissões por quilo de leite corrigido para gordura e proteína, os pesquisadores realizaram simulações usando uma calculadora em desenvolvimento pela Embrapa. Na primeira, foi avaliado um rebanho com 12 meses de intervalo entre partos, idade ao primeiro parto de 24 meses, 10 meses de lactação e dois de descanso no pré-parto. Na segunda, o foco foi um rebanho com 18 meses de intervalo entre partos, idade ao primeiro parto de 30 meses, 15 meses de lactação e três de descanso no pré-parto. Observou-se que a emissão de metano aumentou de 0,906 para 1,108 quilos de gás carbônico (CO2) equivalente por quilo de leite corrigido, quando se passou do primeiro para o segundo cenário. A adoção de índices inapropriados levou a um aumento na emissão de 22%, ressaltando a necessidade da observação desses indicadores.

Melhorar os sistemas pecuários em equilíbrio com o meio ambiente e com foco em bem-estar, manejos na dieta, promoção da saúde e melhoramento genético é o caminho para uma agropecuária mais sustentável.

 

Foto: Juliana Sussai

 

Boas práticas para a redução da emissão de amônia e óxido nitroso no solo

O segundo protocolo refere-se a medidas para diminuição de dois gases poluentes. O óxido nitroso (N2O) tem potencial de aquecimento global 298 vezes superior ao dióxido de carbono (CO2), permanecendo na atmosfera por até 114 anos. A emissão de N2O ocorre pela aplicação de fertilizantes nitrogenados, dejetos animais e queima de combustíveis fósseis. O outro gás, a amônia (NH3), é um composto volátil que se forma no solo após a aplicação da ureia, provocando emissão indireta de GEE, uma vez que parte da amônia é transformada em N2O na atmosfera. As emissões de óxido nitroso e amônia ainda representam desperdício desses fertilizantes, gerando prejuízos econômicos e baixa eficiência agronômica.

O produtor pode empregar ações para diminuir as emissões e as perdas. Leguminosas consorciadas com gramíneas fixam nitrogênio no solo e contribuem para reduzir a emissão de GEE porque diminuem o uso de fertilizantes nitrogenados. Conforme o estudo, com a eficácia dessa redução, evita-se a emissão de 5,42 quilos de CO₂ do processo de fabricação para cada quilo de fertilizante produzido.

A distribuição mais uniforme dos dejetos animais também reduz a emissão desses gases. Para isso, o pecuarista deve organizar os bovinos na área ao longo do tempo para não ter altas concentrações em locais específicos, sendo a lotação rotativa uma alternativa. Ainda, os fertilizantes de eficiência aumentada disponibilizam o nitrogênio gradualmente, fazendo com que a planta aproveite melhor os seus benefícios, amenizando as perdas.

Há práticas capazes de reduzir a volatilização de amônia decorrente da utilização de ureia, como aplicação incorporada no solo, parcelamento da aplicação, irrigação ou chuva após emprego do fertilizante.

A correção e a fertilização dos solos da mesma forma melhoram a sustentabilidade pela eficiência de uso e diminuição das perdas de nutrientes. A lista é composta de análise de solo, uso de corretivos, agricultura de precisão, uso de fertilizantes de eficiência aumentada e de leguminosas.

As medidas, se adotadas, vão representar redução do impacto no clima e economia de dinheiro na redução do uso de fertilizantes e eficiência.

Foto: Gisele Rosso (leguminosa)

 

Boas práticas de manejo de solos para acúmulo de carbono

O carbono (C) presente na atmosfera na forma de CO2 é o principal GEE, e um dos gases mais diretamente relacionados às mudanças climáticas. Por outro lado, pode ser retirado da atmosfera (sequestro de C) e incorporado no solo, por longos períodos, para mitigar a emissão. Isso ocorre, principalmente, quando resíduos vegetais são depositados no solo e transformados em matéria orgânica (MOS).

As práticas de conservação como plantio direto, adubação verde, sistemas integrados, recuperação de pastagens e intensificação do manejo da pastagem, irrigação e bioinsumos são primordiais para aumentar e preservar o carbono sequestrado no solo. 

Em sistemas integrados com árvores ainda é possível abater as emissões dos animais. São necessários a taxa de crescimento de 52 eucaliptos para compensar a emissão de uma vaca produzindo 26 quilos de leite por dia, durante um ano .

Pastagens tropicais têm alto potencial de sequestro de carbono, quando bem manejadas. Áreas com forrageiras bem manejadas são capazes de sequestrar carbono em mais de um metro de profundidade. Além das mudanças climáticas, animais criados no pasto são menos suscetíveis a doenças e estresse, por estarem em seu habitat natural.

Técnicas como calagem, fertilização, manejo intensivo de pastagens, consorciação, plantio direto, plantas de cobertura e adubação verde podem aumentar a produção das culturas e pastagens e contribuírem para elevar a quantidade imobilizada de carbono.

Segundo Berndt, o principal desafio para ampliar a adoção de práticas sustentáveis é o custo, principalmente do investimento inicial. “Migrar para uma produção mais eficiente e sustentável exige que o pecuarista adote tecnologias, o que implica em um custo inicial para o produtor, que muitas vezes encontra-se descapitalizado. Contudo, após a adoção, passa-se a produzir mais e de forma mais eficiente. A rentabilidade da atividade subsequente vai permitir a realização de novos investimentos", explica.

Políticas públicas, como o Plano ABC+, são essenciais. Além disso, arranjos locais envolvendo cooperativas, associações ou indústrias (como laticínios) podem ajudar nessa transição.

Foto: Gisele Rosso (plantio direto)

 

EMBRAPA

Ação, que acontecerá até 5 de janeiro de 2026, reforça segurança viária,

fluidez e atendimento ao usuário; previsão é de 721 mil veículos em todo o trecho

 

            SÃO CARLOS/SP - Após a “Operação Especial de Natal”, que se encerrará em 29 de dezembro, a Ecovias Noroeste Paulista iniciará, a zero hora do dia 30 de dezembro de 2025 (terça-feira), a “Operação Especial de Ano Novo”, que seguirá até as 23h59 de 5 de janeiro de 2026 (segunda-feira). O objetivo é garantir deslocamentos mais seguros no período em que as rodovias costumam registrar um dos maiores volumes de tráfego do calendário, impulsionado pelas festas de virada de ano e pelo início das viagens de férias.

            Ao longo da semana de operação, a concessionária estima que 721 mil veículos circularão pelos 600 quilômetros de rodovias que administra, com concentração maior de fluxo nos trechos da Washington Luís (SP-310) e Brigadeiro Faria Lima (SP-326). O movimento deverá ser mais intenso no dia 31 de dezembro, entre 13 e 20 horas, além do retorno marcado entre 4 e 5 de janeiro, especialmente pela manhã, entre 8 e 11 horas e 15 e 19 horas.

 

Fluxo esperado nas rodovias

            A SP-310 deverá concentrar a maior parte do tráfego, especialmente entre São Carlos, Araraquara, Matão e Taquaritinga, onde são esperados 265 mil veículos. Na região de Catanduva, São José do Rio Preto e Mirassol, o volume estimado é de 107,8 mil veículos. Já na SP-326, entre Matão e Bebedouro, a previsão é de 215,9 mil, enquanto na SP-333, entre Sertãozinho e Borborema, o fluxo deverá atingir 91,5 mil veículos. A SP-323, entre Taquaritinga e Pirangi, deverá alcançar 21 mil veículos. Pela SP-351, entre Bebedouro e Catanduva, deverão passar 20.183 mil veículos nos dias de operação.

 

Obras suspensas para garantir fluidez

            Assim como ocorreu no Natal, as obras de implantação de terceiras faixas na Rodovia Washington Luís, em São Carlos, São José do Rio Preto e Mirassol, seguirão suspensas até 5 de janeiro, retomando as atividades no dia 6. Somente intervenções emergenciais poderão ocorrer, caso necessárias, para garantir a segurança dos usuários.

 

Free Flow: cobrança automática sem parada

            O sistema Free Flow, já consolidado na região, deverá registrar movimento expressivo no feriado prolongado. A previsão é que 70.110 veículos passem pelo pórtico de Taiúva, 67.358 pelo de Dobrada, 57.297 pelo de Jaboticabal e 34.262 pelo de Itápolis. Usuários com TAG têm cobrança automática. Motoristas sem TAG poderão efetuar o pagamento em até 30 dias pelo site www.pedagiodigital.com, pelo aplicativo da concessionária, pelo WhatsApp 0800-326-3663 ou nos totens distribuídos nas bases do Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU) da Ecovias Noroeste Paulista.

 

Segurança e planejamento para viajar

            Durante os períodos de festas, panes mecânicas, pneus furados e falta de combustível costumam ser as principais causas de atendimento nas rodovias. Por isso, a concessionária reforça a importância da revisão preventiva, atenção ao nível de combustível, verificação dos pneus e do sistema de iluminação. O uso do cinto de segurança por todos os ocupantes e paradas regulares para descanso seguem como recomendações essenciais.

            As 20 bases do SAU da Ecovias Noroeste Paulista permanecerão abertas 24 horas durante todo o período de operação especial. Elas estão equipadas com água, banheiros masculino, feminino e inclusivo, espaço pet e carregadores para carros elétricos e híbridos, disponíveis gratuitamente.

 

Atendimento reforçado e monitoramento integral

            Durante a “Operação Especial de Ano Novo”, a concessionária contará com 57 veículos operacionais, entre ambulâncias básicas e de suporte avançado, guinchos leves e pesados, viaturas de inspeção de tráfego e unidades de resgate. O Centro de Controle Operacional (CCO) da empresa monitora todo o sistema 24 horas por meio de 465 câmeras e 58 sistemas automáticos de detecção de incidentes, permitindo resposta rápida a qualquer ocorrência.

            Em caso de necessidade, os usuários podem acionar a Ecovias pelo número 0800-326-3663 ou pelo SOS.ECO.BR, plataforma que permite solicitar apoio por mensagem, ligação de voz ou de vídeo, sempre de um local seguro.

SÃO CARLOS/SP - Após registros de falta d’água durante o feriado de Natal, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) informou que as ocorrências tiveram causas específicas e não configuram problemas estruturais no sistema de abastecimento.

De acordo com a autarquia, uma das situações foi causada por defeito em uma bomba do sistema Faber 3, o que gerou impacto temporário no fornecimento. Embora o equipamento tenha sido reparado, no dia 24 de dezembro ocorreu o rompimento de uma adutora na região da Bruno Ruggiero, exigindo nova intervenção e provocando interrupções adicionais.

Em outros pontos da cidade, como nos bairros Jardim Ipanema e São Carlos 3, técnicos constataram falha em um registro do reservatório local. A correção do problema demandou a paralisação momentânea do sistema, o que refletiu diretamente no abastecimento dessas áreas.

Já a ocorrência registrada na data mais recente teve origem externa, segundo o SAAE. Uma obra particular teria provocado o colapso de um barranco, danificando a rede de distribuição de água. A autarquia ressaltou que o incidente não teve relação com falhas operacionais e que as causas estão sendo apuradas.

O SAAE informou ainda que mantém equipes de prontidão para atuar em manutenções emergenciais e preventivas, buscando reduzir impactos à população. A autarquia reforça seu compromisso com a transparência e segue disponível para prestar informações e orientações por meio de seus canais oficiais.

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